Mês passado acabei recebendo uma noticia que desde então não consegui parar de pensar, e acredito muito que o dia de hoje pede essa reflexão.
O Pop Cultura alertou que segundo o Spotfy, São Paulo é a cidade em todo o mundo que mais escuta John Mayer no serviço de streaming. A capital paulista possui 178.881 ouvintes do cantor, ficando na frente de Manhattan (135.022 ouvintes), Cidade do México (134.539 ouvintes), e mais duas cidades americanas: Los Angeles, com 112.750 ouvintes, e Chicago, com 98.280 ouvintes.
Em 2010 eu vi o cantor encher a Arena Anhambi com 25 mil pessoas e foi algo que até hoje me surpreende, não pelo fato do Mayer ser incapaz de lotar um show e nem duvido do seu talento, mas sim o fato de que muitas pessoas se identificam com o que ele canta.
Aquela noite era uma noite típica paulistana onde a chuva tomou conta o dia todo e pela noite o frio dominou, casais para todos os lados, pessoas sozinhas, ou com amigos, chorando absurdamente como se aquilo fosse uma sessão terapia, eu vi pessoas sendo aliviadas (experiência própria? sim)
Até hoje me questiono sobre o que houve naquela noite para ver tantos marmanjos, meninas incríveis e casais chorando com um sorriso no rosto. Mas não estou aqui para endeusar o Mayer, todo mundo já sabe mesmo que eu acho ele incrível.
Voltando aos números e esquecendo a parte de blues e country do artista, quem gosta do moço vai me compreender quando digo que basta acontecer alguma merda amorosa, crises existenciais e saudade que estamos lá apertando o play. (BOTA AI UM WHY GEORGIA PELO AMOR DE DEUS).
É questão de alivio, de que um cara sabe colocar em versos o que sentimos em tempos de que se mostrar interesse você é um babaca, que devemos não ligar, abrir mão, ser egoísta para não sofrer e viver apenas um dia e danasse todo o resto.
Sim, São Paulo é a cidade que mais procura um cara para tentar aliviar/colocar um sentimento para fora. Lembrando que estamos falando da região mais populosa do país, ok compreendo, mas comparando essa cidade com outras cidades do mundo, porque São Paulo?
Uma cidade que é composta por prédios cinzas, pessoas com pressa correndo atrás do rabo, empresas, dinheiro que precisa ser gerado, afinal de contas estamos aqui para isso, não é mesmo?
Região que possui índices de depressão e transtornos de ansiedade semelhantes ao de áreas de guerra como o Líbano e a Síria, segundo um estudo realizado por pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP. Este lugar tem um grande espaço para UM cara que fala de amor, sentimentos inexplicáveis, desabafos, coisas reais para pessoas que não tem tempo para ouvir, mas ainda sim elas escutam e se identificam.
Ou talvez ele seja só talentoso mesmo, mas a boa é que graças a Deus Mayer volta a São Paulo em outubro para fazer uma tropa se aliviar no Alianz, porque pelos tempos que andamos vivemos cada vez mais e mais os números de plays e transtornos tendem a aumentar.
Com amor,
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Do Rock, do Funk, do Pop, do Samba e do Sertanejo. E ai?
Sabe quando eu achei que iria tocar neste assunto? Pois é, nunca.
Desde que me conheço por gente classificava as músicas como boas e as ruins.Depois de um certo tempo em que jurava que tinha algum tipo de ''maturidade musical'' andei classificando os gêneros como muito bom, os não tão ruins assim e as muito ruins.
O fato é que a vida toda eu estava me enganando, demorei para assumir mas sempre tive um certo preconceito com o que não estava acostumada a ouvir, ou o que as pessoas diziam que era ruim.
O que é novo nos incomoda principalmente no meio musical, como se apenas o velho e tradicional fosse bom.
Outro fato que me deixou extremamente exposta a esta situação foi que 99% das pessoas que conheço gostaram do novo CD do Justin Bieber e estavam desculpando e se explicando do porque que estavam ouvindo o cantor. E pior! Falando com um tom de vergonha. (Oi? Qual o problema nisso?)
Estamos com um pézinho em 2016 e acho que já está na hora de pararmos de classificar as pessoas como ''sendo do rock'' ou ''do funk''.
O samba, por exemplo, associado ao carnaval com bundas de fora, feijoada, breja e mais um motivo para ter um feriado. É isso ai que o pessoas falam, mas será realmente é só isso?
Desde pequena me encantei pelo carnaval na televisão com os carros alegóricos e fantasias. Desfilar no carnaval nunca foi um desejo meu (por enquanto) mas queria entender o que era de tão horrível e absurdo em ouvir uma bateria de uma escola de samba. Presenciei neste ano dois ensaios (sim, dois) da atual campeã do carnaval aqui de São Paulo, a Vai-vai.
Devo dizer que foi uma das melhores sensações que tive na vida, é absurdo o que uma bateria pode fazer fazer com a nossa cabeça. Me joguei no carnaval com purpurina e tudo e me apaixonei pela comunidade incrível da Bela Vista (que ganhou meu respeito e meu coração).
Eu não preciso concordar em tudo que acontece no movimento carnaval. É errado tanto dinheiro envolvido? Talvez sim. Bora colocar os homens de bunda de fora também? COM CERTEZA.
Mas ainda sim estou tentando entender o que tem de tão ruim em sambar ao som de uma bateria incomparável ao lado de pessoas simples e felizes por estarem onde estão.
Vamos concordar que 99% das pessoas no inicio deste ano dançavam Anita, Valesca e Ludmila escondido no quarto a noite, e que ninguém poderia sonhar que haviam meia duzia de músicas delas em sua playlist? É...como somos idiotas.
Onde está escrito que não posso dançar Anitta, Oasis, É o Tchan, Nirvana, U2 e ainda sambar na mesma noite? Demorou mas acredito que livramos a mente e entendemos que essas três mulheres são maravilhosas e que finalmente conseguiram deram mais voz as mulheres.
Com as suas músicas (sim, músicas elas cantam, além de rebolar) elas estão tirando essa ideia de que a mulher não pode demonstrar que está afim de um cara, ou o que não pode decidir o que quer fazer da sua vida e dizer que sim, que ela é maravilhosa demais para se importar.
Outra experiencia inesquecível e um outro tapa na minha cara este ano foi o festival Brahma Valley.
Como vocês sabem fui ao festival a convite da Brahma, mas antes do convite oficial, fui ao lançamento do evento. Uma festa incrível no Jockey (que também mostrei para vocês) onde a imprensa conheceu em primeira mão como seriam os palcos do festival e as atrações. E foi lá que pensei que era a hora de abrir a cabeça, como o festival iria apresentar várias misturebas do sertanejo com rock, samba, funk e outros ritmos, levei os shows como desafio pessoal.
No final das contas foi um dos melhores festivais que presenciei na vida! Dancei horrores e me diverti muito. Achei TODOS os artistas impecáveis no palco, melhor que muitas bandas de rock que já presenciei. Todos os artistas tinham uma puta equipe e eram bem flexíveis com seus fãs e a galera da imprensa (isso dificilmente acontece).
Os artistas falavam um dos outros com carinho e admiração, e o principal respeitando o trabalho um do outro e não o vendo como um concorrente.
Tive a oportunidade de conversar com alguns artistas que me receberam muito bem e sem burocracia alguma, o que fez florescer em mim o bicho do curiosidade, curiosidade em conhecer mais o trabalho do cantor ou cantora.
Vale a pena lembrar que o sertanejo como qualquer gênero tem partes que não concordo. Assim como muitas vezes o rock trata a religião de uma forma preconceituosa.
O sertanejo muitas vezes trata a mulher como objeto e fala sobre relacionamentos de forma infantil, não concordo nem com 1% com esses aspectos.
Nunca fui uma pessoa tão exigente do tipo cada no seu devido gênero musical, muito pelo contrário.
Sempre fui fã assumida das misturas musicais mas samba, funk e sertanejo não passavam perto do meu ouvido.
Resolvi abrir a boca porque estava cansada de muito blá blá blá e ''NOSSA VOCÊ OUVINDO ISSO''. Antes de qualquer coisa, se você for falar mal de alguma banda ou artista escute o trabalho dele, tenha algum motivo real para abrir a boca e criticar o outro e não usar o gênero como desculpas para critica.
Amor no coração,
Desde que me conheço por gente classificava as músicas como boas e as ruins.Depois de um certo tempo em que jurava que tinha algum tipo de ''maturidade musical'' andei classificando os gêneros como muito bom, os não tão ruins assim e as muito ruins.
O fato é que a vida toda eu estava me enganando, demorei para assumir mas sempre tive um certo preconceito com o que não estava acostumada a ouvir, ou o que as pessoas diziam que era ruim.
O que é novo nos incomoda principalmente no meio musical, como se apenas o velho e tradicional fosse bom.
Outro fato que me deixou extremamente exposta a esta situação foi que 99% das pessoas que conheço gostaram do novo CD do Justin Bieber e estavam desculpando e se explicando do porque que estavam ouvindo o cantor. E pior! Falando com um tom de vergonha. (Oi? Qual o problema nisso?)
Estamos com um pézinho em 2016 e acho que já está na hora de pararmos de classificar as pessoas como ''sendo do rock'' ou ''do funk''.
O samba, por exemplo, associado ao carnaval com bundas de fora, feijoada, breja e mais um motivo para ter um feriado. É isso ai que o pessoas falam, mas será realmente é só isso?
Desde pequena me encantei pelo carnaval na televisão com os carros alegóricos e fantasias. Desfilar no carnaval nunca foi um desejo meu (por enquanto) mas queria entender o que era de tão horrível e absurdo em ouvir uma bateria de uma escola de samba. Presenciei neste ano dois ensaios (sim, dois) da atual campeã do carnaval aqui de São Paulo, a Vai-vai.
Devo dizer que foi uma das melhores sensações que tive na vida, é absurdo o que uma bateria pode fazer fazer com a nossa cabeça. Me joguei no carnaval com purpurina e tudo e me apaixonei pela comunidade incrível da Bela Vista (que ganhou meu respeito e meu coração).
Eu não preciso concordar em tudo que acontece no movimento carnaval. É errado tanto dinheiro envolvido? Talvez sim. Bora colocar os homens de bunda de fora também? COM CERTEZA.
Mas ainda sim estou tentando entender o que tem de tão ruim em sambar ao som de uma bateria incomparável ao lado de pessoas simples e felizes por estarem onde estão.
Vamos concordar que 99% das pessoas no inicio deste ano dançavam Anita, Valesca e Ludmila escondido no quarto a noite, e que ninguém poderia sonhar que haviam meia duzia de músicas delas em sua playlist? É...como somos idiotas.
Onde está escrito que não posso dançar Anitta, Oasis, É o Tchan, Nirvana, U2 e ainda sambar na mesma noite? Demorou mas acredito que livramos a mente e entendemos que essas três mulheres são maravilhosas e que finalmente conseguiram deram mais voz as mulheres.
Com as suas músicas (sim, músicas elas cantam, além de rebolar) elas estão tirando essa ideia de que a mulher não pode demonstrar que está afim de um cara, ou o que não pode decidir o que quer fazer da sua vida e dizer que sim, que ela é maravilhosa demais para se importar.
Outra experiencia inesquecível e um outro tapa na minha cara este ano foi o festival Brahma Valley.
Como vocês sabem fui ao festival a convite da Brahma, mas antes do convite oficial, fui ao lançamento do evento. Uma festa incrível no Jockey (que também mostrei para vocês) onde a imprensa conheceu em primeira mão como seriam os palcos do festival e as atrações. E foi lá que pensei que era a hora de abrir a cabeça, como o festival iria apresentar várias misturebas do sertanejo com rock, samba, funk e outros ritmos, levei os shows como desafio pessoal.
No final das contas foi um dos melhores festivais que presenciei na vida! Dancei horrores e me diverti muito. Achei TODOS os artistas impecáveis no palco, melhor que muitas bandas de rock que já presenciei. Todos os artistas tinham uma puta equipe e eram bem flexíveis com seus fãs e a galera da imprensa (isso dificilmente acontece).
Os artistas falavam um dos outros com carinho e admiração, e o principal respeitando o trabalho um do outro e não o vendo como um concorrente.
Tive a oportunidade de conversar com alguns artistas que me receberam muito bem e sem burocracia alguma, o que fez florescer em mim o bicho do curiosidade, curiosidade em conhecer mais o trabalho do cantor ou cantora.
Vale a pena lembrar que o sertanejo como qualquer gênero tem partes que não concordo. Assim como muitas vezes o rock trata a religião de uma forma preconceituosa.
O sertanejo muitas vezes trata a mulher como objeto e fala sobre relacionamentos de forma infantil, não concordo nem com 1% com esses aspectos.
Nunca fui uma pessoa tão exigente do tipo cada no seu devido gênero musical, muito pelo contrário.
Sempre fui fã assumida das misturas musicais mas samba, funk e sertanejo não passavam perto do meu ouvido.
Resolvi abrir a boca porque estava cansada de muito blá blá blá e ''NOSSA VOCÊ OUVINDO ISSO''. Antes de qualquer coisa, se você for falar mal de alguma banda ou artista escute o trabalho dele, tenha algum motivo real para abrir a boca e criticar o outro e não usar o gênero como desculpas para critica.
Amor no coração,






