Mostrando postagens com marcador Cinema. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cinema. Mostrar todas as postagens

Esquadrão Suicida: Apenas parem, tem algo muito errado.

Eu sabia que isso não iria dar certo. Na verdade, eu achei que não iria nem chegar perto das salas de cinema, mas aconteceu. Fui assistir ao tão esperado ''Esquadrão Suicida'' depois de ter visto umas cinco vezes o trailer em outras idas ao cinema. E pelo trailer, percebi que tinha algo muito errado e que as pessoas estavam achando aquilo normal, apenas esperando ansiosamente a estreia do filme.

Não sou de acompanhar filmes de super-heróis e quadrinhos, não sei a história de cada personagem mas o que estou tentando retratar é que eu como mulher me senti incomodada.

O filme conta a história de criminosos que são recrutados pelo governo dos Estados Unidos para uma missão, que visa acabar com uma entidade misteriosa. O que de fato faz você entrar no cinema e torcer para quem? Para os vilões. Comportamento normal.

O problema é você torcer e achar normal a personagem da Arlequina viver um relacionamento extremamente abusivo, onde o Coringa faz o que bem entender dela. Não precisa entender de conspiração para perceber o que é visível. A partir do momento em que ele manda ela se jogar em um caldeirão quente (algo desse tipo), e ela se joga! Cara, temos um problema muito grave.
O pior foi que o filme romantizou isso colocando uma música romântica e isso acontece em várias cenas. 

Mas o mais grave mesmo é que como a história foca nos vilões acabamos ''torcendo por eles'', o Coringa é descolado e a Arlequina é bonita, estilosa e adora chamar atenção, fizeram deles o casal perfeito.


Acontecem outras cenas que dão uma preguiça absurda. A atriz Margot Robbie que interpreta a Arlequina diz que: "[Ela] usa hot pants [shorts muito curtos e de cintura alta] porque elas chamam atenção e são divertidas, [e não porque] ela quer que os rapazes olhem para a bunda dela." Perfeito, sem problemas se sentir bem usando uma roupa que deseja
Mas a partir do momento que somamos tudo...

Evidentemente.

Em uma das cenas os personagens estão trocando de roupa e bem na hora que a Arlequina está se trocando a cena para e mostra todos olhando para ela e aquele famoso close de cima para baixo, vocês sabem do que estou falando. 

Fica aqui o meu desprezo por quem fez o gif. E colocou uma marca d'água. ¬¬ 

Em outra cena, Arlequina quebra uma vitrine e rouba uma bolsa. A cena podia ter sido filmada de mil ângulos diferentes, adivinhem o que acontece?

Yep.

Ouvi muito ''ahh, a personagem tem esse traço de personalidade”, mas nenhuma personagem escolhe a própria roupa e o movimento da câmera é escolhido pelo diretor. Então, não adianta personagens femininas lutando contra o mal sendo que ainda romantizam relacionamentos abusivos e tratam de uma personagem como objeto.

Como se não bastasse tudo isso, há uma outra cena em que os personagens estão em um bar e o Diablo assume que matou a mulher e os filhos incendiando a casa porque ficou bravo e é claro que novamente o filme romantiza algo inadmissível. 
O cara mata a família e romantizam isso também, porque ele sente culpa. ''Poxa, eles são vilões.'' Sim, mas nós torcemos para quem nesse filme? 


Não adianta nada a gente se incomodar com as trucidades do Biel enquanto vamos no cinema e achamos tudo isso normal.

Vamos chamar o Almodóvar para dirigir um HQ? Quem sabe colocando um cara que sabe falar do universo feminino sem cunho sexual a coisa anda.

Com amor,

2 vezes que Ricardo Darín foi espetácular

O ator argentino Ricardo Darin que costuma arrancar suspiros em todas as suas atuações como nos os filmes O Segredo dos Seus Olhos, Relatos Selvagens e o recente Truman, também surpreende em suas entrevistas e declarações sobre a sua vida fora das telonas e do teatro.

Darin:

Descobrimos o Darin tarde, talvez seja porque apenas 10% dos filmes produzidos pelos argentinos chegam a ser exibidos no Brasil. O que é uma pena porque adoramos visitar a argentina, comer alfajor, beber vinhos argentinos, tirar fotos naquelas ruas incríveis pela cidade e promover ainda mais a rivalidade histórica presente no futebol. E mesmo assim os cinemas brasileiros estão mais preocupados em transmitir sequências de filmes hollywoodianos que não acrescentam nenhuma novidade.

A realidade é que sempre que vemos o nome ''Darin'' corremos para o cinema para ver o que mais um homem de 59 anos pode fazer para nos surpreender. Além do espetáculo que o ator dá nas telonas, fora, ele costuma nos dar uma aula sobre simplicidade.



O ator conta na entrevista acima que negou filmar com o famoso diretor americano Tony Sott, que certamente aumentaria seu sucesso e o volume da sua conta bancária. Mas Darín diz que já se sente realizado com sua carreira.

Já a outra entrevista passou no canal Brasil, o ator fala lindamente sobre as utopias:


A realidade é que quando Darín está em algum filme temos certeza de que a obra deve ser vista, seja pelo ator ou pela pessoa. Como até agora o ator não nos decepcionou, estou ansiosa para assistir o seu novo trabalho, Truman

Com amor, 

Poderia ser em um filme, mas é São Paulo

Para quem não sabe eu sou estudante de moda, e elaborei recentemente um projeto sobre Processos de Criação de alguns bairros de São Paulo. Como eu sou apaixonada por cinema e séries (pretendo seguir carreira como figurinista) pensei em usar esse tema, porém de uma maneira pouco literal.

Cada pessoa do meu grupo pegou um bairro, e no meu no caso foram três: Moema, Itaim e Ibirapuera. Com isso, pensei em locações de filmes famosos e que eu gosto muito. Mostrei que eles podiam muito bem terem sido gravados nesta capital de São Paulo.

O primeiro filme, que inclusive ganhou o Oscar de melhor filme estrangeiro no ano passado, é um italiano chamado "A Grande Beleza".



Aqui em SP, no bairro do Ibirapuera e pertinho do parque, tem uma praça que se chama Praça Milão - e uma curiosidade: eu descobri que as cidades de Milão e São Paulo são "cidades irmãs" e assim como aqui tem uma praça em homenagem a cidade italiana, lá também tem uma praça em homenagem à São Paulo (mas por algum motivo se chama Praça Brasília).

Ela não está tão bem conservada quanto merecia estar, porém é um lugar que pouca gente sabe que existe e bem diferente pra tirar umas fotos.



Eu encontrei também uma casa no Itaim construída por um arquiteto paulista por volta dos anos 70 que foi totalmente inspirada em "2001, uma Odisseia no Espaço" e que se chama Casa Bola.


Apesar da inspiração dele ter sido em um filme, quando eu visitei me senti muito mais vendo a Estrela da Morte de "Star Wars" - acho que foi devido ao fato da casa estar em reforma por dentro e sendo assim eu não pude analisar os detalhes que ele pensou e no que ele se inspirou direito.
A casa tem tipo um escorregador que sai de uma janela e cai em um jardim e uma piscina bem inusitada, mas o mais legal é que ela não é visível da rua e sua fachada é a de um prédio comum, que abriga um instituto de artes interativas que se chama "Iai?".


Ainda no Itaim fui em uma hamburgueria chamada Joakin's, na Rua Joaquim Floriano.
Lá poderia muito bem ter sido o cenário de "Grease - Nos Tempos da Brilhantina", um clássico dos anos 70.


O lugar é uma graça, os funcionários são muito simpáticos (até pediram pra eu tirar uma foto deles enquanto visitava o restaurante) e o milkshake de Nutella deles é de longe o melhor milkshake do universo #gordices




Já em Moema, enquanto eu andava de um ponto até outro, encontrei uma cantina italiana e bastante discreta chamada Toscano. Eu cheguei bem na hora que eles estavam limpando, mas o gerente foi muito gente boa e me autorizou a tirar fotos e entrar no lugar mesmo assim.
E que filme lembra mais a Itália do que "O Poderoso Chefão"?


Apesar de parecer um restaurante normal, o que mais me chamou a atenção foram os detalhes da cantina.Tudo ali parecia ter sido colocado propositalmente pra fazer a gente se sentir do outro lado do oceano e muito bem acolhido.



Um beijo,
Lala

4 filmes e 1 documentário

A delicia do final e inicio de ano é que podemos ficar largados no sofá sem culpa e ir ao cinema quantas vezes for necessário. Deste o Natal até os primeiros dias de 2016 coloquei alguns filmes em dia, confesso que fiquei com medo de fazer este post porque alguns dos filmes ainda não foram lançados no cinema :B pfv não me denunciam haha


1) O Predestinado
Perdi a conta de quantos filmes já retrataram viagens no tempo, mas este filme e ''Looper - Assassinos do Futuro'' estão na minha lista dos favoritos sobre este tema.
O Predestinado tem uma fotografia lindíssima e atores sensacionais, além da história ser contada de uma forma delicada e interessantíssima.

Um agente temporal encara sua última missão após anos de viagens no tempo caçando criminosos e executando a lei. O desafio final será finalmente capturar seu inimigo mais desafiador, o homem que há muito o intriga e ludibria.


Este filme faz parte daqueles que não podemos falar muito se não contamos grande parte da história :X Ps: O filme é de 2014 e não passou nos cinemas aqui do Brasil, uma pena.

2) O Regresso
ETA GEOVANNA! Sim, é esse mesmo, o novo do Leozinho DiCaprio. O filme vai ser lançado aqui no Brasil em fevereiro mas minha curiosidade estava tão grande que já assisti ao filme. #DigaNãoAPirataria
Posso dar três motivos para vocês assistirem este filme mas se eu desse apenas um dos citados abaixo já seria o suficiente. Seria lindo o DiCaprio finalmente ganhando o Oscar com este filme, ano passado ele concorreu com o Lobo de Wall Street, mas como sabemos acabou perdendo.
No Lobo o DiCaprio está genial mas nada se compara a sua atuação em ''O Regresso'', ele mesmo declarou por ai que foi a filmagem mais difícil da sua vida.
O diretor do filme é o mesmo de Birdman e a direção de fotografia ficou nas mãos do Emmanuel Lubezki, um mexicano que ganhou meu coração trabalhando com a fotografia em Árvore da Vida.

Ambientado no século 19, o filme acompanha o guarda de fronteira Hugh Glass, que liderava uma missão ao longo do rio Missouri, quando foi atacado por um urso. À beira da morte, ele é abandonado na floresta por seus companheiros, sobrevive e parte em busca de vingança.



3) O Capital Humano
Ele tem um estilo parecido com o filme Relatos Selvagens, só que italiano.
O legal do filme é que você vai presenciar a história no ponto de vista de cada personagem e isso faz o filme se tornar muito bom, conforme vamos conhecendo cada ponto de vista encaramos a historia de um modo.
O filme foi indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro (2015).

Um ciclista é atropelado na véspera da noite de Natal. O motorista do carro foge sem prestar socorro à vítima. O ciclista é levado para o hospital. Ele está a beira da morte e duas famílias muito conhecidas na cidade são acusadas de envolvimento no caso criminoso.



4) As Sufragistas
Fui ao cinema no primeiro dia do ano para tentar assistir Os Oitos Odiados do Tarantino mas como São Paulo inteira que não foi viajar resolveu ir ao cinema para ver o novo filme do diretor, não consegui ingresso. As Sufragistas estavam na minha lista de quero assistir então não fui ao cinema a toa.
A mídia falou muito sobre este filme, acredito que este foi um dos motivos da minha curiosidade. E claro, além de contar com a Meryl Streep e Helena Bonham Carter no elenco e trazer o feminismo para as telas.
O filme conta a história de fatos tão pesados mas de uma forma tão delicada e doce que nos envolve de uma maneira rápida. O filme tem uma direção de arte lindíssima e a Carey Mulligan de corpo e alma na pele da personagem Maud Watts.

Inspirado no movimento sufragista do final do século XIX e início do XX, na Inglaterra, o filme retrata a vida de um grupo de mulheres que resistia à opressão de forma passiva, sendo ridicularizadas e ignoradas pelos homens. A partir do momento em que começam a encarar uma crescente agressão da polícia, elas decidem se rebelar publicamente.



5) Amy
Já falei sobre este documentário no twitter (@baamartinez) umas mil vezes mas como nunca falei aqui no blog e acabei assistindo novamente no fim do ano, vale a pena reforçar.
Este documentário vira a Amy Winehouse do avesso. Repleto de vídeos caseiros e justificativas para as letras de suas músicas geniais. Com relatos de seus amigos, parentes, de seu pai e de seu ex-marido Blake Fielder-Civil.
O documentário mostra o lado humano da artista e provando que ela não teve um fim trágico apenas por gostar de se drogar e de beber.


Vale a pena ler um bom texto feito pelo Zeca Camargo sobre a Amy e sobre este documentário: Será o pai de Amy o único vilão?

Muitas opções boas para vocês assistirem, agora sem desculpas para o tédio hein?
Com amor,


Simplesmente Acontece: Sem spoiler!

Dia das mulheres com chuvinha boa em São Paulo. Qual seria a melhor opção? Cinema
Aproveitei o último domingo para ver ''Simplesmente Acontece''. Fui com uma amiga para segurar o meu forninho porque eu sabia que não seria nada fácil ver esse filme. Vi o Trailer faz um bom tempinho e fiquei curiosa.
No principio achei que a história tinha tudo para ser mais um mamão com açúcar ou sessão da tarde, como vocês preferirem...Ok, é uma sessão da tarde, mas muito bem elaborada do que muita gente imagina.

LOVE ROSIE is a superbly shot romcom that is out in cinemas today from STUDIOCANAL. It stars Sam Claflin and Lily Collins. Find out what Kernel Emma Bishop thinks about the movie on Salty. http://saltypopcorn.com.au/reviews/love-rosie/

Eu sou apaixonada por esses tipos de filmes, aqueles em que tem tudo para o final ser deduzido como qualquer comédia romântica, mas a história se desenrola e ''pumba'' não é nada o que pensamos.
Eles te prendem, você entra na história e a sala toda do cinema acaba se envolvendo também.

Love, Rosie rendeu muitas risadas e choros de ambos os sexos, coisa que me surpreendeu muito porque em filmes românticos normalmente a maioria os homens acham meio pé no saco. 
(o que não me faz tirar a razão deles porque olha grande parte não dá).
Tenho certeza que eles foram empurrados para o cinema por suas namoradas e no final saíram rindo, se identificando com as cenas. 


Baseado no livro de Cecelia Ahern chamado "Onde Terminam os arco-íris". O filme é daquele que pensamos ''quem nunca'' o tempo todo, era um tapa na cara a cada cena.
Acredito muito na reação que pessoas tem quando saem do cinema, conta muito, ouvi o seguinte: ''tudo que acontece é pura verdade''. Que cada um meça suas palavras, né parça? 

Não podia deixar de falar da trilha sonora que é incrível! Juro por Deus que fiquei com medo de dançar e mexer minha fileira toda.
Beyoncé com Crazy in Love, Rouge com Ragatanga e até Lily Allen com Fuck You! 


Uma das melhores comédias românticas que já vi.

Sinopse: Os jovens britânicos Rosie (Lily Collins) e Alex (Sam Claflin) são amigos inseparáveis desde a infância, experimentando juntos as dificuldades amorosas, familiares e escolares. Embora exista uma atração entre eles, os dois mantêm a amizade acima de tudo. Um dia, Alex decide aceitar um convite para estudar medicina em Harvard, nos Estados Unidos. A distância entre eles faz com que nasçam os primeiros segredos. (Via Adoro Cinema)


Alguém já assistiu? 


Beijos, 


O Último Amor de Mr. Morgan

Semana passada assisti O Último Amor de Mr. Morgan no Cine Livraria Cultura, resolvi assistir bem de última hora, não tinha lido nada a respeito e muito menos vi o trailer, eu já contei de que odeio ver trailer de filmes né? Dependendo do filme e da história acredito que perde toda a graça na hora de realmente parar para ver a história toda mãããs.
Antes de entrar no cinema a unica coisa que eu estava sabendo é que o filme se passava em Paris, sou louca pela cidade sem nunca ter visitado, pode uma coisa dessas? 
E que o personagem principal era um idoso, o que trouxe a certeza que o filme iria ter uma passagem diferente na questão da passagem do tempo.






O cinema costuma ter dificuldades ao retratar questões pertinentes à terceira idade, seja pelo ritmo naturalmente mais lento da história, pela possibilidade da morte iminente ou até mesmo porque boa parte do público que acompanha cinema é formado por jovens e, com isso, a produção cinematográfica acaba se voltando para temas mais familiares a eles. 
No entanto que em ''O Último Amor'' o personagem idoso aborda algumas de suas angústias.


Por mais que more em Paris há bastante tempo, Matthew Morgan (Michael Caine) não conhece a língua local. 
Muito graças à sua esposa, Joan (Jane Alexander), que sempre foi sua intérprete pelas ruas da capital francesa. Entretanto, Joan faleceu há três anos e, desde então, Matthew vive triste e solitário, ocupando seu tempo com aulas de inglês ocasionais. Um dia, ele é ajudado no ônibus por Pauline (Clémence Poésy), uma simpática professora de dança. Não demora muito para que eles se tornem amigos, já que ela lembra a esposa de Matthew e ele lembra o pai de Pauline. 



É um bom filme e se encaixa naqueles que precisam ser visto, mesmo tendo aspectos de sessão da tarde com cenas e destinos previsíveis. Mas ainda sim mais da metade da sala saiu do cinema chorando seja pelo final ou por se identificar com alguma parte do drama. 

Informações: Adoro Cinema 

Beijos,

Baá Martinez

Wes Anderson segue sua velha fórmula em O Grande Hotel Budapeste

Sim, isso é um post sobre cinema. Eu sei que sumi com esse meu lado mas ainda posso usar a falta de tempo como desculpa pela enrolação de mais posts sobre cinema? Ontem eu finalmente assisti O Grande Hotel Budapeste, um filme do Wes Anderson, confesso que o diretor me conquistou desde o seu último filme, Moonrise Kingdom

A história à primeira vista parece ser infantil e sem pretensão, mas Anderson aproveita  este lado com a utilização de uma cartela de cores incrível, fotografia, trilha sonora e ótimos atores (que fazem personagens praticamente fixos na história), para fazer uma crítica social utilizando recursos impecáveis para seu filme ser considerado uma perfeita obra de arte. 




O figurino incrível também tem seu charme na história, foi criado por uma das profissionais mais premiadas de sua geração, a italiana Milena Canonero e para se ter uma ideia seus figurinos são bem marcantes no supercult como Laranja Mecânica, de Stanley Kubrick, e  Maria Antonieta, de Sofia Coppola (E que estão na lista dos meus filmes favoritos hehe). 
Milena contou com a colaboração de marcas como Prada e Fendi para construir o guarda-roupa de alguns dos personagens. A Fendi usou sua expertise em pele para criar peças para Tilda Swinton, a incrível Madame D. 



A figurinista pediu a Miuccia Prada para criar um conjunto exclusivo de 21 malas e baús e um trench coat em couro especialmente para os dois personagens protagonistas, Madame D. e Jopling. As 21 peças foram inspiradas nos modelos vintage da marca e refletem o glamour dos anos 1920 e 30. Os objetos desenvolvidos por Miuccia estão sendo expostos em algumas lojas da Prada pelo mundo, como em Tóquio e Berlim, acompanhando o calendário de premières do filme.




No Grande Hotel, uma fã visita a estátua do autor, tendo em mãos o livro de memórias dele.
Quando ela abre o livro, vem a boneca seguinte: alguns anos antes, o tal autor reconta sua passagem, na juventude, em 1968, pelo já decadente hotel do título, localizado em Zubrowka (república nos Alpes europeus), embora fictícia, não passou incólume pela influência soviética no pós-guerra. Do proprietário, o escritor escuta um relato que remonta a 1932, quando o hotel, no seu auge, foi palco de um imbróglio envolvendo o concierge Gustave, uma viúva rica, herdeiros ardilosos e uma pintura inestimável. 

Mesmo o filme parecendo uma grande brincadeira em uma casa de boneca há uma meia-dúzia de temas universais que se revelam nesse processo de desembrulhar coisas, que é a experiência de ver O Grande Hotel Budapeste, desde o trauma da guerra até a pequena história de amor de perdição.


Outro aspecto incrível da história é que ela é retratada respeitando as janelas de projeção usadas nas épocas em que a trama se passa, desde o 1.85 dos dias de hoje até o 1.33 dos anos 1930. Mas não é a menor: em algumas cenas em 1932, Anderson recorre a miniaturas e animação em stop-motion para filmar cenários e cenas de ação, como a perseguição na neve.

No universo do hotel percebemos que o importa é a memória do que permanece, de tudo aquilo que se vê e que não se esquece, os valores que são perdidos e que são mostrados ao decorrer do filme como maior qualidade que se pode obter.
O fato da história se passar em um hotel tem uma grande importância, um lugar como esse ondes coisas passam, pessoas vão e vem além de não ser um lar fixo para a maioria das pessoas que o frequentam. 

Isso me lembra o Iluminado do Kubrick, não? 
A história também se passa em um hotel onde é natural das pessoas irem e virem, lembranças e malas tomarem seu percurso. No universo do Kubrick, Jack é contratado para ser vigia em um hotel, assim como o concierge Gustave do Wes Anderson. 
Porém, o contínuo isolamento começa a lhe causar problemas mentais sérios e ele vai se tornado cada vez mais agressivo e perigoso, ao mesmo tempo que seu filho Danny passa a ter visões de acontecimentos ocorridos no passado. Anderson brinca com o passado e o presente o tempo todo no decorrer do filme. E nada melhor do que o ambiente de um hotel para o decorrer dos fatos. 

Alguém já assistiu o O Grande Hotel Budapeste? 


Beijos, 

Baá Martinez

Cine Materna

Na semana passada tive o prazer de conhecer o projeto Cine Materna, imaginem um cinema só para mamães <3 Isso realmente existe!
O Cine Materna foi fundado por mulheres gravidas que tinham uma vontade imensa de ir ao cinema com seus bebês para ver filme ''de gente grande'' mesmo.
O projeto foi criado em Agosto de 2008 e até hoje não parou de crescer, com a dimensão que tomou virou um trabalho para as fundadoras, que hoje vivem de cinema <3



Pensam que é só colocar as mães e seus filhos em qualquer sala de cinema e passar o filme? 
Nada disso! As salas são todas preparadas, com um som mais baixinho, ar condicionado fraco, com uma luz meio acessa, trocadores e brinquedos para os bebes se distraírem enquanto suas mães assistem ao filmes.



Além disso, em todos os encontros há duas mães voltárias que já são ''de casa'' e que ajudam as mamães que frequentam o cine materna pela primeira vez. 

Depois do cinema as mães e seus bebes frequentam um café para interagir e compartilhar umas com as outras as ideias da maternidade.
Além de São Paulo o cine já está em várias cidades espalhadas pelo país!



No shopping Cidade Jardim a sessão é gratuita e acontece sempre no final do mês <3

Adorei o projeto, além de tratar de cinema, todos nós sabemos que nesta época as mães fazem de tudo para dar conforto ao seu filho e elas merecem se divertir também né?


Beijos, 

Baá Martinez

Sobre a noite retrasada

Abri a boca no primeiro vídeo do meu canal no youtube para falar sobre o Oscar.
Fiz um post no blog Vovó Santa falando sobre os indicados e sobre a urucubaca que estávamos fazendo para o Leozinho DiCaprio ganhar o referido prêmio.
Então, faço minhas palavras finais sobre a noite de domingo.
Sinceramente?

Na minha opinião esse período da apresentação do Oscar é um dos mais chatos e cansativos nas redes sociais!
É um tal de gente comentando filmes ou defendendo papéis de alguns atores, sendo que  talvez não tenham visto todo o filme, ou melhor, os filmes. 
Nada contra pessoas que expõem suas opiniões, porque afinal, olhem o que eu pobre mortal estou fazendo agora hahaha.
Na verdade isso é um apelo, um apelo a pessoas que confiam em críticas de jornais e revistas e repassam a opinião que esses críticos produzem em seus meios de comunicação, vejam todos os filmes e não sejam a favor de algum filme só porque ele tem atores ou diretores com grandes nomes.
O Oscar na minha opinião é a premiação mais comercial na história do cinema, quantas injustiças já foram feitas...
Argo, filme que ganhou no ano passado como melhor filme, é um bom filme, muito bom por sinal mas ele me lembra algo que ocorreu neste mesmo ano, 12 Anos de Escravidão.
Ellen Degeneres começou a cerimonia dizendo: ''Ou 12 anos ganha como melhor filme ou todos vocês são racistas'' e foi exatamente isso. 
12 anos e Argo são os filmes politicamente corretos, onde os Estados Unidos entram como heróis do mundo ou existe um lado bom e ruim na história e o lado bom é o correto e fim de papo. 

Django Livre, um dos filmes que na minha opinião foi um dos melhores do ano passado perdeu para Argo, isso ficou confuso em minha cabeça e até hoje não aceitei este resultado.
E foi em Django mesmo, onde Leonardo DiCaprio fez um personagem incrível, usou a mesma intensidade quando fez Calvin Candie para o Lobo de Wall Streat onde interpreta Jordan Belfort. Loucura, os dois demonstravam uma mente conturbada e sede para alcançar a superioridade. 

leonardo dicaprio | Tumblr

E a Jennifer Lawrence que ganhou ano passado como melhor atriz pelo trabalho feito em ''O Lado Bom da Vida'', um filme onde não faltam aspectos de ser mais uma ''Sessão da Tarde''. Mas confesso que ainda não engoli essa história dela ser a queridinha do cinema e isso inclusive o possível ''tombo'' da noite passada. 

Vi Trapaça ontem e até agora acredito que este filme que deveria ter ganho como Melhor Filme. Uma ótima história, que trilha sonora, baita figurino e que atores, pelo amor.

Fight!!! Lol

Lupita, agora BFF da Angelina, foi a rainha da noite. 
Isso já estava escrito no momento que ela entrou com um Dior azul na premiação, fez um emocionante discurso, o que levou todo mundo presente no teatro a levantar e aplaudir a atriz. 

Lovedrunk | via Tumblr

Mas agora, o que mais me deixa confusa desta premiação não foi o fato do DiCaprio ter perdido mais um Oscar, nós sabíamos que o único concorrente dele seria Matthew McConaughey. Matt fez um trabalho incrível em Clube de compras Dallas e volto a dizer que Dallas não é um filme somente sobre Aids e sim uma crítica sobre a realidade da indústria farmacêutica.
Mas Leonardo merecia um Oscar pelo conjunto da obra e principalmente em Os Infiltrados, não estamos falando somente do Lobo e sim de uma carreira. 
Mais um ano se passou e isso não aconteceu, o que faz cada vez mais pensarmos se ele deve ter tido um caso com a mulher de algum integrante da academia.

O fato é a tal Gravidade ter ganhado 7 oscars e o mais assustador é que entre eles: melhor Edição e Mixagem de Som. Vem cá, desde quando o som do silêncio do espaço é algo grandioso para Hollywood? Já fiz minhas críticas sobre o filme e já fui questionada um zilhão de vezes por causa disso, mas acho que vale a pena ressaltar que não acho que seja um filme ruim, porém é mais um filme comercial e sem nenhuma novidade. 
Não sei se vocês perceberam mais todos os prêmios que Gravidade ganhou foram técnicos: Montagem, Fotografia, Edição de Som, Mixagem de Som, Efeitos Visuais e Trilha Sonora, é sobre a estrutura dele, isso não envolve enredo e nem atores.
Mas como sempre, isso fica a critério de cada um. 

Um discuso lindíssimo foi o da Cate, quando recebeu o Oscar de Melhor Atriz. 
Que mulher fina, não? 
Estava belíssima e falou sobre a importância da mulher no cinema e agradeceu meio mundo. 

Já Jared, independente do brilhante trabalho feito em "Clube de compras Dallas" onde foi premiado como melhor ator coadjuvante, que belo discurso. "Em 1971, uma adolescente estava grávida do segundo filho. Ela abandonou a escola, incentivou os filhos a serem criativos, se esforçarem, e essa menina é minha mãe e ela está aqui hoje”, disse o ator durante o primeiro discurso da noite.

Oscars 🎭


Além disso tratou a mãe como uma rainha a noite toda, dando o primeiro pedaço da rodada de pizza para ela. E o que foi aquilo gente? Adoramos quando essas coisas acontecem, os atores e atrizes que estão vestidos com grandes grifes e banhados de flashs comendo pizza com a mão e tirando a melhor selfie do universo, que se tornou o item mais compartilhado do Twitter.

GIFs From the Oscars 2014
(Escravos de Jó entre Brad e Julia Roberts, não aguentei!)

Segundo cálculos da TMZ, Big Mama's & Papa's Pizzaria, a empresa que foi chamada de última hora para entregar as pizzas, teria que pagar US$ 10 milhões para ter seu nome aparecendo nas caixas de papelão, porém o marketing foi gratuito.


nicky3
(Confesso que fiquei olhando este gif umas 50x e poderia ficar olhando mais um tempão, reparem na cara do Brad Pitt, por gentileza)


No fim, foi uma bela cerimonia e ver que até no Oscar tudo acaba em pizza.
O que não acabou foram as montagens com essa tal selfie e a zoação em cima do Leozinho, coitado do moço!

Beijos, 
Baá Martinez

Vlog: Blá Blá Blá sobre Oscar, Filmes Dublados e Gente que Come no Cinema

Enrolei e enrolei, mas finalmente estou com o meu canal no youtube! <3
Por incrível que pareça, sou bem tímida, e queria que o primeiro vídeo fosse um bate papo menos ''formal'' com um amigo, para eu me soltar mesmo. haha
Chamei o Luigi, que já tem um canal no youtube e manja muito de vídeos, além e de também ser louco por cinema e Muse. Fomos para um parque super legal aqui em São Bernardo e simplesmente colocamos a câmera no chão e falamos: ''ok, então vamos falar de cinema!".

Falamos sobre filmes que eu vi e concorrem ao Oscar, sobre gente que come no cinema, filmes dublados, Kubrick no Mis e outras coisas, duvido vocês não gostarem.

Eu adorei o resultado! Me soltei horrores e estou super empolgada para gravar o próximo. 
Se inscrevam no canal e divulgem <3 






Beijos,

Baá Martinez

3 países na visão do Allen

Todos já ouviram falar no Woody Allen, certo? Woody é cineasta, roteirista, escritor, ator, músico, etc.
Ele trabalhou como escritor de comédia na década de 50, escrevendo piadas e roteiros para a televisão e para vários livros de peças curtas de humor.
No início de 1960, Allen começou a atuar como comediante de stand-up, enfatizando monólogos ao invés de piadas tradicionais.
Em seus filmes, ele desenvolveu a personalidade de um intelectual, neurótico, nebbish, inquieto e inseguro, em que ele insiste ser bem diferente de sua personalidade na vida real.



Em seus filmes mais reconhecidos sempre são encenados em uma cidade ou em algum país diferente, o cenário escolhido pelo diretor é responsável por grande parte de algumas ações de seus personagens principais, onde o ritmo do país conta muito na história, o modo de pensar dos personagens e na intensidade e no ritmo do filme.

Analisei três filmes do diretor que mostram todos esses aspectos:

Meia noite em Paris, onde o romantico toma grande parte do filme, Allen adere ao realismo fantástico para discutir uma imagem de Paris que, amargamente, os americanos engoliram ao longo do século 20. Paris, a cidade que prestigia os mestres, um lugar onde artistas sem crédito nos EUA podem se refugiar para terem seus valores reconhecidos. Uma cidade-museu. Não deixa de ser irônico: o cineasta que não conseguia financiamento para rodar em Nova York e partiu para uma bem-sucedida turnê de filmes europeus, ao chegar em Paris, debate essa própria acolhida.

Com um choque nos cenários e no vestuário, Allen mergunha em uma Paris do século 20 com muito glamour e com imagens extremamentes ricas.

Gil, interpretado por Owen Wilson, muda da água para o vinho quando se entrega ao ritmo da cidade. Isso é visível em várias outras obras, personagens que mudam seu modo de pensar, ações, características e sentimentos escondidos que são revelados após o convivio com a cidade. 













Em Vick Cristina Barcelona, também há o caso de envolvimento com a cidade.
Vicky (Rebecca Hall) é centrada, prática. Cristina (Scarlett Johansson) é o oposto: impulsiva, agitada. Cristina é a cara de Barcelona e se sente livre estando na cidade.
Quando Vicky realmente conhece Juan Antonio (Javier Bardem) conforme a história se desenrola ela toma algumas características de Cristina, sendo a cara de Barcelona.
A Barcelona de Allen é intensa, cheia de amor e loucuras. Na mesma intensidade do enredo do filme, se colocássemos a história se passando em algum outro lugar, não iria ter a mesma intensidade.













Já em Para Roma com Amor, Allen acredita nos acasos da vida.
Roma seria a cidade onde tudo acontece e nada é impossível, compramos essa ideia ao ver como a vida de todos os personagens muda radicalmente em qualquer acaso que aconteça com os personagens. 










Em grande parte dos seus filmes, os atores principais são turistas e estão na cidade a passeio. Se entregam totalmente a viagem, começam a mudar de personalidade e sentimentos escondidos ou os novos começam a aflorar.


Qual desses três é o melhor do Allen?


Beijos,
Baá Martinez