Do Rock, do Funk, do Pop, do Samba e do Sertanejo. E ai?

Sabe quando eu achei que iria tocar neste assunto? Pois é, nunca.
Desde que me conheço por gente classificava as músicas como boas e as ruins.Depois de um certo tempo em que jurava que tinha algum tipo de ''maturidade musical'' andei classificando os gêneros como muito bom, os não tão ruins assim e as muito ruins.
O fato é que a vida toda eu estava me enganando, demorei para assumir mas sempre tive um certo preconceito com o que não estava acostumada a ouvir, ou o que as pessoas diziam que era ruim.
O que é novo nos incomoda principalmente no meio musical, como se apenas o velho e tradicional fosse bom.

Outro fato que me deixou extremamente exposta a esta situação foi que 99% das pessoas que conheço gostaram do novo CD do Justin Bieber e estavam desculpando e se explicando do porque que estavam ouvindo o cantor. E pior! Falando com um tom de vergonha. (Oi? Qual o problema nisso?)
Estamos com um pézinho em 2016 e acho que já está na hora de pararmos de classificar as pessoas como ''sendo do rock'' ou ''do funk''.


O samba, por exemplo, associado ao carnaval com bundas de fora, feijoada, breja e mais um motivo para ter um feriado. É isso ai que o pessoas falam, mas será realmente é só isso? 
Desde pequena me encantei pelo carnaval na televisão com os carros alegóricos e fantasias. Desfilar no carnaval nunca foi um desejo meu (por enquanto) mas queria entender o que era de tão horrível e absurdo em ouvir uma bateria de uma escola de samba. Presenciei neste ano dois ensaios (sim, dois) da atual campeã do carnaval aqui de São Paulo, a Vai-vai.
Devo dizer que foi uma das melhores sensações que tive na vida, é absurdo o que uma bateria pode fazer fazer com a nossa cabeça. Me joguei no carnaval com purpurina e tudo e me apaixonei pela comunidade incrível da Bela Vista (que ganhou meu respeito e meu coração).

Eu não preciso concordar em tudo que acontece no movimento carnaval.  É errado tanto dinheiro envolvido? Talvez sim. Bora colocar os homens de bunda de fora também? COM CERTEZA.
Mas ainda sim estou tentando entender o que tem de tão ruim em sambar ao som de uma bateria incomparável ao lado de pessoas simples e felizes por estarem onde estão.


Vamos concordar que 99% das pessoas no inicio deste ano dançavam Anita, Valesca e Ludmila escondido no quarto a noite, e que ninguém poderia sonhar que haviam meia duzia de músicas delas em sua playlist? É...como somos idiotas.
Onde está escrito que não posso dançar Anitta, Oasis, É o Tchan, Nirvana, U2 e ainda sambar na mesma noite? Demorou mas acredito que livramos a mente e entendemos que essas três mulheres são maravilhosas e que finalmente conseguiram deram mais voz as mulheres.
Com as suas músicas (sim, músicas elas cantam, além de rebolar) elas estão tirando essa ideia de que a mulher não pode demonstrar que está afim de um cara, ou o que não pode decidir o que quer fazer da sua vida e dizer que sim, que ela é maravilhosa demais para se importar.


Outra experiencia inesquecível e um outro tapa na minha cara este ano foi o festival Brahma Valley.
Como vocês sabem fui ao festival a convite da Brahma, mas antes do convite oficial, fui ao lançamento do evento. Uma festa incrível no Jockey (que também mostrei para vocês) onde a imprensa conheceu em primeira mão como seriam os palcos do festival e as atrações. E foi lá que pensei que era a hora de abrir a cabeça, como o festival iria apresentar várias misturebas do sertanejo com rock, samba, funk e outros ritmos, levei os shows como desafio pessoal.
No final das contas foi um dos melhores festivais que presenciei na vida! Dancei horrores e me diverti muito. Achei TODOS os artistas impecáveis no palco, melhor que muitas bandas de rock que já presenciei. Todos os artistas tinham uma puta equipe e eram bem flexíveis com seus fãs e a galera da imprensa (isso dificilmente acontece).
Os artistas falavam um dos outros com carinho e admiração, e o principal respeitando o trabalho um do outro e não o vendo como um concorrente.
Tive a oportunidade de conversar com alguns artistas que me receberam muito bem e sem burocracia alguma, o que fez florescer em mim o bicho do curiosidade, curiosidade em conhecer mais o trabalho do cantor ou cantora.


Vale a pena lembrar que o sertanejo como qualquer gênero tem partes que não concordo. Assim como muitas vezes o rock trata a religião de uma forma preconceituosa.
O sertanejo muitas vezes trata a mulher como objeto e fala sobre relacionamentos de forma infantil, não concordo nem com 1% com esses aspectos.

Nunca fui uma pessoa tão exigente do tipo cada no seu devido gênero musical, muito pelo contrário.
Sempre fui fã assumida das misturas musicais mas samba, funk e sertanejo não passavam perto do meu ouvido.

Resolvi abrir a boca porque estava cansada de muito blá blá blá e ''NOSSA VOCÊ OUVINDO ISSO''. Antes de qualquer coisa, se você for falar mal de alguma banda ou artista escute o trabalho dele, tenha algum motivo real para abrir a boca e criticar o outro e não usar o gênero como desculpas para critica.

Amor no coração,

Coleção Glamour - Impala

Além dos presentes, da comida e de estar ao lado de quem a gente tanto gosta, o final do ano é uma ótima época para abusar do brilho, podemos ainda usar aquela desculpinha que estamos toda trabalhada no brilho por causa das festas :P
 Pensando no ano novo e natal, a Impala lançou uma coleção chamada Glamour


São três esmaltes lindíssimos nas cores: dourado, prata e rose.
Estas três cores são perolizadas e contam com um brilho único.



Recebi o presskit da linha para testar e ostentar brilho :P
O que mais gostei da coleção é que todas as cores são brilhante sim mas tudo na medida certa. As três cores são muito chics, podendo encarar tranquilamente um festão e fazer parte do dia a dia  tranquilamente. Para quem é assim com eu ama um esmalte diferente esta coleção é um prato cheio.

Com amor,

O Sertanejo como Você Nunca Viu - Festival Brahma Valley / Segundo Dia

Como disse minha amiga Ludmila ''A chuva deu um tchan mas aqui não tem essa...''. 
No Domingo, eu e a Mari Modena encaramos a primeira edição do festival Brahma Valley aqui em San Paolo. Último dia de festival com muuuuuuuita lama, chuva e muito amô, fazia tempo que não via um clima de tão legal em um festival. Mesmo com a lama e chuva que acabou dando uma trégua só depois do segundo show do dia, o público representou!


Gostaria de declarar que ainda sou de rock, danço Anitta, Valesca e depois deste festival passei a cantar e dançar sertanejo também :P Acompanhamos vários shows incríeis como Victor e Léo Fernando e Sorocaba, Lucas Lucco, Gustavo Lima, Chitãozinho e Xororó, Jorge Ben, Michel Teló, Colbie Caillat, entre outras misturebas.


Fotos: Baárbara Martinez e Mariana Modena

Victor e Léo ou Léo e Victor (sempre confundo quem é quem gentem, desculpem sou iniciante na causa), trouxe um show cheio de hits que eu juro que sabia cantar a maioria! Como? Eu não sei.
Como na maioria dos shows rolou uma mistureba boa, neste show o vocalista da banda Fresno, Lucas Silveira, invadiu o palco para cantar com a dupla, encarou chuva e tudo mais. 


Gustavo Lima trouxe além da balada boa, o papai, Catra. Que momento migos. Gustavo também convidou uma fã para subir ao palco em seu show. A menina levou tão na brincadeira que eu perdi a conta de quantas vezes ele fez o sinal para ela subir mesmo ao palco. Não interessa o estilo musical, fã é tudo igual...


Fotos: Baárbara Martinez e Mariana Modena

Já o Jorge Ben entrou no palco com sua banda e seus cinco ~repetindo~ cinco ''Seu Jorges'' em cima do palco, proteção é tudo nessa vida né mores? O show dele é tudo e mais um pouco, a vida deveria ser um eterno show do Jorge.
Aliás, posso ser tiete e falar que foi incrível fotografar essa lenda em cima do palco?


Fotos: Baárbara Martinez e Mariana Modena

Chitãozinho e Xororó foi surreal por inúmeras maneiras, vamos apontar as duas principais na minha opinião: 1) Evidências 2) Pai da Sandy :P 
O que me surpreendeu foi que apesar da dupla apresentar um sertanejo bem de raiz, o show estava l-o-t-a-d-o! Desde um pessoal mais velho até os mais novos acompanharam a dupla e sabiam todas as músicas na ponta da língua. 


Fotos: Baárbara Martinez e Mariana Modena

Um dos shows mais esperados por mim foi do Michel Teló. Ouvi muitos elogios sobre esse cara em cima do palco, e olha é real, foi um dos shows mais delicia do festival. 
O palco do show dele estava localizado no lugar mais ''longe'' do Jockey, a pista do palco estava coberto de lama e mesmo assim o Teló trouxe muita, mais muita gente para acompanhar seu show que aconteceu no mesmo horário que da atração internacional, Colbie Caillat.


Fotos: Baárbara Martinez e Mariana Modena

O mais legal de festivais são aqueles momentos históricos, que a gente acorda no dia seguinte e pensa: ''O QUI QUI FOI AQUILO? DEOS MEO''. Michel Teló + Lud Rainha foi um desses momentos. 
Dançamos ''É hoje'' até o chão como se não houvesse lama para todo lado hahaha :P Viva as misturebas impossíveis deste mundão (Estagiários, apenas no aguardo de algum vídeo deste momento)


Fotos: Baárbara Martinez e Mariana Modena

Fiquei impressionada com todo o investimento do Lucas Lucco com seus fãs porque olha...durante o show perdi a conta de quantas pessoas subiram no palco para dançar coladinho com ele, cantar, tirar a camisa e até ganhar um buque de rosas das mãos do mesmo. Aprendam ai rockstars :3

Colbie Caillat encerrou o festival deixando todo mundo sem palavras. Que show, que mulier maravilhosa. Quando anunciaram ela no lineup, tinha escutado por ai que ela é o Jack Johnson de saia (?) e que lotava shows lá fora. Really really, entendi esta ideia na primeira música que acompanhei, sabe aqueles shows em que ficamos felizes sem saber o porque? Bem no estilo vida é linda e  dane-se o amanhã.

Fotos: Baárbara Martinez e Mariana Modena
Dancei o show todo e fiquei repetindo ''You make me wanna say I do, I do, I do, do do do do do do doo'' por dias. Colbie segura o show sozinha mesmo, digo sozinha porque o instrumental de suas músicas não é algo muito trabalhosos, o que faz sua voz entrar em perfeito estado em nossos ouvidos. Show simples e que super funciona. Afinal, quem tem a voz não precisa de mais nada. 

Brahma Valley teve um dos melhores climas de festival que já presenciei, o pessoal não desanimou nem com a lama até o tornozelo e no final do dia vi gente se jogando nas poças de água, desapego total.
O som do festival estava impecável em todos os shows (o que é bem raro pelo que já vi por ai), a distância entre os palcos era muito pequena então tudo era de fácil acesso, uma maravilha, mesmo andando em velocidade lenta por causa da lama. 
Ps: Me senti naquela prova do Gugu da piscina de Amido :P

A unica coisa é que eu achei mesmo que faltou Marcos & Belutti part. Wesley Safadão! Fica pra próxima edição né:P

Gostaram das fotos?
Fiquem de olho porque logo logo tem mais post sobre o Brahma Valley!


Com lama,